Sucessão
administrativa na empresa familiar: Porquê e como tratar
do assunto
A
sucessão na empresa familiar é assunto relevante
e ao mesmo tempo delicado.
O
antigo dito popular "avô rico, pai nobre, neto pobre"
resume a história de boa parte das empresas brasileiras
quando se trata da transferência do poder na empresa familiar.
Principalmente quando se fala de empresas de pequeno e médio
porte.
Não
se pode dar ao tema tratamento meramente administrativo, pois
envolve pontos afetivos e emocionais que se ligam à própria
estrutura da empresa.
É
de suma importância olhar para o interior da empresa e prepará-la
para que ultrapasse os simples limites da existência de
seu fundador ou daqueles que hoje a administram.
O
êxito dos procedimentos sucessórios depende, em grande
parte, do convencimento daquele que um dia será sucedido.
Dele dependerão as medidas concretas para garantir a sobrevivência
e desenvolvimento da empresa. Para tanto deflagará processo
preventivo de sucessão que, necessariamente, estipulará
quem deve integrar o pacto, incluirá o desenvolvimento
de liderança de sucessores, definirá a participação
e planejamento estratégico da família na empresa,
disporá sobre direitos e obrigações acordando
desde logo sobre o ingresso de terceiros, forma de eleição
da diretoria, proporção de participação
de cada membro e demais estipulações necessárias
ao bom termo do pacto.
O
contrato registrado terá força de lei não
só entre as partes, mas também obriga terceiros
que contratem com a sociedade ou que venham a ter qualquer participação
na mesma.
ELIANE
IZILDA FERNANDES VIEIRA
OAB/SP - 77.048
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